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27 set

CBRE está otimista com setor no Brasil

Apesar da desaceleração do crescimento econômico brasileiro, as perspectivas para o mercado de propriedades comerciais do país são positivas, na avaliação do presidente mundial do CBRE Group – líder mundial em consultoria imobiliária -, Bob Sulentic. Grandes corporações internacionais mantém o interesse na busca de espaços para escritórios comerciais no Brasil, e não é esperada a entrada de novo estoque nas proporções do que chega ao mercado em 2013, segundo Sulentic, que assumiu o cargo em dezembro e está em sua primeira visita ao país.

Bob Sulentic, presidente do CBRE Group, diz que país ainda é atrativo: "Nada flui mais rápido no mundo do que o capital em direção a oportunidades"

Ainda que a taxa de vacância do segmento de grandes lajes corporativas na cidade de São Paulo possa ter pequena alta em relação ao patamar atual, estimado em um pouco abaixo de 10%, as perspectivas de longo prazo são positivas, de acordo com o executivo. Sulentic afirma estar otimista em relação ao mercado imobiliário brasileiro, que disse considerar “impressionante”.

A combinação de projetos interessantes de grande porte chegando ao mercado e empresas relevantes indo para esses edifícios que estão sendo desenvolvidos é um “sinal encorajador”, conforme o presidente mundial da CBRE. “O número de ocupantes que acabaram de fechar contratos aqui ou estão em vias de assiná-los é impressionante”, afirma Sulentic.

No mercado de São Paulo, os preços de locação de grandes lajes corporativas estão 10% menores do que os de um ano atrás, conforme o presidente da CBRE no Brasil, Walter Cardoso, e ainda pode haver uma “queda pequena” nesses valores. A redução de preços resulta do volume de empreendimentos que está sendo entregue neste ano, segundo Cardoso, mas a absorção bruta estimada para 2013 é a maior desde 2001.

Em todo o mundo, destaca Sulentic, grandes companhias veem oportunidades para contratar espaços quando há queda de preços. Segundo ele, o mercado brasileiro de grandes lajes corporativas têm atraído empresas estrangeiras de diversos ramos, como do setor financeiro, de tecnologia e produtos de consumo.

Na ponta dos interessados em aportar capital neste mercado, o Brasil chama a atenção de fundos de private equities, fundos soberanos, Reits (Real Estate Investiment Trust – fundos que compram empreendimentos inteiros para locação) e investidores institucionais dos Estados Unidos, do Canadá e da Ásia. “Nada flui mais rápido no mundo do que o capital em direção a oportunidades”, afirma Sulentic.

O principal foco dos investidores são propriedades prontas e estabilizadas locadas a empresas de primeira linha, mas há interesse também em projetos de desenvolvimento, cujo risco é maior que o dos imóveis prontos. “Existe muito interesse em cidades de primeiro escalão, como São Paulo”, diz o presidente do CBRE Group.

Um dos principais riscos do setor, na visão de Sulentic, é a redução do interesse dos usuários em função das incertezas da economia. Mas ainda há “muito interesse”, segundo ele, apesar da desaceleração do mercado. Outro fator é se houver excesso de oferta. “Sempre há um pequeno risco e, certamente, há risco quando vemos algum tipo de desaceleração econômica acompanhada de muitos novos empreendimentos. Não vejo uma grande quantidade de novos espaços que possam ser desenvolvidos além do que já está em construção agora, e há uma demanda saudável por espaço.”

Nesse cenário, a CBRE, que lidera o mercado de locação e comercialização de imóveis corporativos e de condomínios industriais no país, pretende expandir suas atividades no Brasil. Os investimentos para isso não são divulgados. “Trabalhamos com clientes globais, que querem fazer negócios em todo mundo”, diz Sulentic.

Clique aqui e assista a entrevista onde o Presidente da CBRE, líder mundial em consultoria imobiliária, diz que perspectivas de longo prazo são positivas.

Leia mais em: Valor.com.br

Fonte: Valor.com.br

Postado por admin às 09h47

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